
Há algo de podre no Reino da Fundação Santo André
Uma Reitoria que nos últimos três anos aumenta em mais de 30% o valor das mensalidades.
Um Reitor que se beneficia de viagens ao exterior sem necessidade, motorista particular, dois seguranças, um cozinheiro, carro e combustível às custas do caixa da Fundação, cujos dados contábeis são abertos somente à própria Reitoria.
Uma Reitoria que fecha salas e turmas dos cursos de Geografia, História, Letras, Ciências Sociais, Matemática e Pedagogia, que debilitou os laboratórios de exatas a ponto de querer abrigar 100 alunos em uma sala que cabem 40.
Uma Reitoria que gasta R$4 milhões em 48 cargos de confiança totalmente dispensáveis por não possuírem qualquer justificativa técnica. Que possui em seu quadro cargos em comissão, indicados por políticos, consumindo R$2,5 milhões, que resultou em um déficit de aproximadamente R$350 mil no caixa da universidade.
Esse é a administração Odair Bermelho na Fundação Santo André, instituição que têm por tradição a qualidade de ensino há décadas na região do Grande ABC.
Ocupação e greve
O estopim para a ocupação da reitoria da FSA (13/09) e a greve em seguida (15/09) foram os fatores acima mencionados e, acima de tudo, um memorando da universidade comunicando a extinção de alguns cursos e o reajuste das mensalidades que em alguns cursos significaria um aumento de até 126%.
O caráter questionável desta administração ficou ainda mais evidente em nota divulgada após a ocupação, onde a reitoria afirmou não serem verdadeiras as informações sobre o aumento das mensalidades em até 126%. Uma maneira cínica e grotesca de ludibriar os estudantes e professores. A reitoria comunicou sim essa proposta de reajuste, inclusive através de um memorando assinado pelo pró-reitor de graduação. Documento este que está em posse dos alunos envolvidos nas manifestações.
Repressão
A ocupação da reitoria foi realizada de forma organizada e pacífica. “Foi uma demonstração de organização que ensinou os professores”, disse um professor presente na reunião com o prefeito de Santo André. (vide gravação Rádio Movimento www.radiomovimento.net/site/especialFsa.htm). “Esses jovens estão sentindo as mesmas angústias que nós. Essa reitoria está tentando nos transformar em uma universidade que nós não somos. A FSA está perdendo a identidade”, alerta o professor.
Mesmo com uma atitude organizada e pacífica, a PM invadiu a reitoria, sem mandado judicial e com policiais sem identificação (vide as fotos no blog da ocupação - http://ocupacaofsa.blogspot.com). Os policiais usaram cassetetes, bombas de gás lacrimogêneo, tiros de balas de borracha e agora alegam que tentaram negociações com os estudantes e como eles se recusaram “tiveram” que utilizar outros meios. Como se a invasão de uma manifestação pacífica, sem mandado judicial (leia-se“baixar o cassetete”), se justificasse simplesmente porque os estudantes se recusaram a se retirar em pleno ato de manifestação.
“Vocês vão apanhar que nem ladrões”, essas foram as palavras utilizados por policiais militares durante retirada violenta dos estudantes que haviam ocupada a reitoria. “Invadiram, agora agüentem”, diz um representante da reitoria, o advogado Domingos, em tom de ameaça aos que participaram da ocupação.
Estudantes e professores se reuniram com o prefeito de Santo André, João Avamileno, na semana passada (18/09) apresentado denúncias de irregularidades e exigindo providências. O prefeito diz estar ao lado da Universidade e não dos alunos ou da reitoria. “Violência gera violência. E a invasão da reitoria foi uma violência”. Pode-se dizer, sem medo de errar, que a violência neste caso é apenas uma questão de ponto de vista, Sr.Avamileno, pois a principal violência está sendo cometida contra a Fundação Santo André, através da precarização e destruição gradual dos recursos da universidade e não são os estudantes que estão fazendo isso. É nesse molde que esse movimento chamado OCUPAÇÃO FSA se insere.
Uma Reitoria que nos últimos três anos aumenta em mais de 30% o valor das mensalidades.
Um Reitor que se beneficia de viagens ao exterior sem necessidade, motorista particular, dois seguranças, um cozinheiro, carro e combustível às custas do caixa da Fundação, cujos dados contábeis são abertos somente à própria Reitoria.
Uma Reitoria que fecha salas e turmas dos cursos de Geografia, História, Letras, Ciências Sociais, Matemática e Pedagogia, que debilitou os laboratórios de exatas a ponto de querer abrigar 100 alunos em uma sala que cabem 40.
Uma Reitoria que gasta R$4 milhões em 48 cargos de confiança totalmente dispensáveis por não possuírem qualquer justificativa técnica. Que possui em seu quadro cargos em comissão, indicados por políticos, consumindo R$2,5 milhões, que resultou em um déficit de aproximadamente R$350 mil no caixa da universidade.
Esse é a administração Odair Bermelho na Fundação Santo André, instituição que têm por tradição a qualidade de ensino há décadas na região do Grande ABC.
Ocupação e greve
O estopim para a ocupação da reitoria da FSA (13/09) e a greve em seguida (15/09) foram os fatores acima mencionados e, acima de tudo, um memorando da universidade comunicando a extinção de alguns cursos e o reajuste das mensalidades que em alguns cursos significaria um aumento de até 126%.
O caráter questionável desta administração ficou ainda mais evidente em nota divulgada após a ocupação, onde a reitoria afirmou não serem verdadeiras as informações sobre o aumento das mensalidades em até 126%. Uma maneira cínica e grotesca de ludibriar os estudantes e professores. A reitoria comunicou sim essa proposta de reajuste, inclusive através de um memorando assinado pelo pró-reitor de graduação. Documento este que está em posse dos alunos envolvidos nas manifestações.
Repressão
A ocupação da reitoria foi realizada de forma organizada e pacífica. “Foi uma demonstração de organização que ensinou os professores”, disse um professor presente na reunião com o prefeito de Santo André. (vide gravação Rádio Movimento www.radiomovimento.net/site/especialFsa.htm). “Esses jovens estão sentindo as mesmas angústias que nós. Essa reitoria está tentando nos transformar em uma universidade que nós não somos. A FSA está perdendo a identidade”, alerta o professor.
Mesmo com uma atitude organizada e pacífica, a PM invadiu a reitoria, sem mandado judicial e com policiais sem identificação (vide as fotos no blog da ocupação - http://ocupacaofsa.blogspot.com). Os policiais usaram cassetetes, bombas de gás lacrimogêneo, tiros de balas de borracha e agora alegam que tentaram negociações com os estudantes e como eles se recusaram “tiveram” que utilizar outros meios. Como se a invasão de uma manifestação pacífica, sem mandado judicial (leia-se“baixar o cassetete”), se justificasse simplesmente porque os estudantes se recusaram a se retirar em pleno ato de manifestação.
“Vocês vão apanhar que nem ladrões”, essas foram as palavras utilizados por policiais militares durante retirada violenta dos estudantes que haviam ocupada a reitoria. “Invadiram, agora agüentem”, diz um representante da reitoria, o advogado Domingos, em tom de ameaça aos que participaram da ocupação.
Estudantes e professores se reuniram com o prefeito de Santo André, João Avamileno, na semana passada (18/09) apresentado denúncias de irregularidades e exigindo providências. O prefeito diz estar ao lado da Universidade e não dos alunos ou da reitoria. “Violência gera violência. E a invasão da reitoria foi uma violência”. Pode-se dizer, sem medo de errar, que a violência neste caso é apenas uma questão de ponto de vista, Sr.Avamileno, pois a principal violência está sendo cometida contra a Fundação Santo André, através da precarização e destruição gradual dos recursos da universidade e não são os estudantes que estão fazendo isso. É nesse molde que esse movimento chamado OCUPAÇÃO FSA se insere.
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27/09 (quinta): ATO PÚBLICO NA FUNDAÇÃO SANTO ANDRÉ -
Contando com a presença, além de todos os alunos em greve, de estudantes, entidades, etc, que apóiem a luta na F$A!