O tal blog me pergunta: “O que vc quer de mim? Me dá o nome de Editoria Social e de Social não escreve nada? Aliás, que diabos de nome é esse. O que quer dizer?Preciso de uma identidade”. Eu respondo:
Meu amigo, só posso dizer que está f.
Falta inspiração, falta otimismo. Otimismo é essencial porque ninguém quer ler um texto amargo. Escritores amargos sempre foram rejeitados pela maioria dos leitores, exceto por uma minoria amarga e antipática que debruça suas angústias sobre as linhas desses escritores “malditos”. Bukowski , o eterno marginal, era um chato de galocha: detestava todos os escritores, os leitores, enfim o mundo inteiro. Se fãs batiam à sua porta pedindo autógrafos eles os expulsava sobre uma enxurrada de palavrões. Chamava a todos “os felizes” de fudidos e a única coisa que era digna de seus elogios eram os cavalos e seu uísque.
Niestzshe era outro chato. Irritantemente provocativo. Uma honestidade intelectual que denuncia a mesquinhez e a trapaça ocultas em nossos valores mais elevados. Uma verdade incômoda sobre o ser humano. E para te colocar ainda mais pra baixo afirma que “Deus está morto” e que o socialismo é uma mentira maravilhosa.
Escritores complicados (ou que complicam a vida) também são chatos. Aqueles, sabe? Cheio de dramas e crises existenciais. O Sartre, por exemplo. Deveria estar escrito no prefácio dos livros dele o seguinte: “Ler Sartre pode causar danos colaterais. Além de fortes dores de cabeça e náuseas, a leitura em excesso pode te levar a um inferno psicológico irreversível”.
Textos pessimistas são chatos, querem te colocar pra baixo e a vida é tão bela. Não que eu esteja me comparando a esses escritores. Eles fazem arte, ciência. Eu faço isso aqui mesmo.
O que eu quero te dizer, amigo blog, é que esta “pena” só consegue expressar suas angústias neste momento. E aviso: elas são chatas. Eu estou chata. E antipática. E mau-humorada. Portanto, quando as paixões e os ideais retornarem a essas veias os textos irão vomitar linhas coerentes com o tal título. Até lá, sinto lhe informar que: não, você não tem identidade. Aliás, está muito longe disso. É um bastardo, um filho enjeitado, concebido por acaso, paridio à contragosto. Você é, como diria Raul Seixas, uma metamorfose ambulante, uma aberração virtual.
Meu amigo, só posso dizer que está f.
Falta inspiração, falta otimismo. Otimismo é essencial porque ninguém quer ler um texto amargo. Escritores amargos sempre foram rejeitados pela maioria dos leitores, exceto por uma minoria amarga e antipática que debruça suas angústias sobre as linhas desses escritores “malditos”. Bukowski , o eterno marginal, era um chato de galocha: detestava todos os escritores, os leitores, enfim o mundo inteiro. Se fãs batiam à sua porta pedindo autógrafos eles os expulsava sobre uma enxurrada de palavrões. Chamava a todos “os felizes” de fudidos e a única coisa que era digna de seus elogios eram os cavalos e seu uísque.
Niestzshe era outro chato. Irritantemente provocativo. Uma honestidade intelectual que denuncia a mesquinhez e a trapaça ocultas em nossos valores mais elevados. Uma verdade incômoda sobre o ser humano. E para te colocar ainda mais pra baixo afirma que “Deus está morto” e que o socialismo é uma mentira maravilhosa.
Escritores complicados (ou que complicam a vida) também são chatos. Aqueles, sabe? Cheio de dramas e crises existenciais. O Sartre, por exemplo. Deveria estar escrito no prefácio dos livros dele o seguinte: “Ler Sartre pode causar danos colaterais. Além de fortes dores de cabeça e náuseas, a leitura em excesso pode te levar a um inferno psicológico irreversível”.
Textos pessimistas são chatos, querem te colocar pra baixo e a vida é tão bela. Não que eu esteja me comparando a esses escritores. Eles fazem arte, ciência. Eu faço isso aqui mesmo.
O que eu quero te dizer, amigo blog, é que esta “pena” só consegue expressar suas angústias neste momento. E aviso: elas são chatas. Eu estou chata. E antipática. E mau-humorada. Portanto, quando as paixões e os ideais retornarem a essas veias os textos irão vomitar linhas coerentes com o tal título. Até lá, sinto lhe informar que: não, você não tem identidade. Aliás, está muito longe disso. É um bastardo, um filho enjeitado, concebido por acaso, paridio à contragosto. Você é, como diria Raul Seixas, uma metamorfose ambulante, uma aberração virtual.
8 comentários:
Eu adoro os seus textos, Su.
E, definitivamente, não, você não tem nada de chata! Não dá mesmo pra se comparar a esses caras. Você consegue prender a gente. E a sua paixão, o seu idealismo fazem a gente acreditar mais. Sei lá, faz muito bem ler suas palavras.
Espero que a paixão que sempre moveu seus ideais retorne logo.
Saudades! Beijo grande, Thá
Chata? Vc??? Fala sério...
Impossível. Vc é, sim: irônica, irritantemente provocativa, inteligente, sarcástica, engraçada. Mas, chata, definitivamente não.
Só um detalhe: otimismo não é essencial. Pelo contrário, eu, particularmente, detesto os (supostamente) felizes. Sou mais os "fudidos", como o nosso amigo Bukowiski...rss
Bj na bocaaaaaaaaaa
Concordo. O fato de "estar chato" é um direito nato e indiscutível. Não dá pra abrir mão de quem a gente é e o que sente.
Só não complique demais, tem muita coisa boa onde se pode gastar energia.
Oi, Suelen!
Arrisco a diagnosticar que essa crise de identidade seja um sintoma de um processo de transformação pelo qual você esteja passando.
O casual pessimismo deve advir da sua consciência, cada vez mais clara, da realidade humana em choque com com sua natureza e necessidade social.
Afinal, esse é um dos focos do seu blog e, creio eu, da sua inquietação pessoal.
Estou me identificando com a sua literatura.
Parabéns pelo trabalho!!!
Gosto de seus textos, verdadeiramente. Citar Bukowski é genial, ainda mais chamando-o de chato.
Sua ironia tapeia a face rosada dos desavisados e minha ousadia insana permite-me dizer que sua inquietude é apenas reflexo dos seus atos. Você vaga entre Che e gim, com tônica.
Quando penso que a vida é essência, e essencialmente somos iguais, chego a absurda conclusão que estamos apenas refletindo os traumas e dramas pessoais, infinitamente.
Talvez devêssemos falar dos sonhos de Zumbi, dos devaneios de Dalí, dos própositos de Ghandi. Mas ainda assim, ainda assim, somos nós. Aguardando a hora de cessar.
Para não deixar passar em branco, uma citação de Bukowski, o velho safado: "Quando bebo, o mundo não deixa de existir lá fora, mas deixa de me agarrar pelo pescoço"
Um abraço!
Pois eu prefiro muito mais ler um texto de alguém que sei que pode surpreender do que de alguém que já sabemos o que pensa. Por outro lado, não tem como ser sempre otimista com tudo e com todos. E alguns gênios procuraram mostrar o que há de errado, acredito, na tentativa de mostrar que temos que melhorar as coisas como às encontramos. Não adianta aceitar o mundo como está e hipocritamente criticar quem não concorda com isso. Parabéns. Adorei seu post!
Vc e sua doce ironia (ou melhor angustiada ironia) que me faz rir e outras vezes "entrar em um inferno psicológico".
Bj
caraca este foi o melhor que li, muito bom que franqueza heiiiem??????/
é o meu conceito para a pessoa escrever bem ela tem que ser sincera é por isto que seus textos são ótimos, você é o que escreve por isto escreve como fosse impossível se conter
valeu não me arrenpendi de ler
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